Câncer não é uma doença só — é um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento descontrolado das células. Normalmente, nossas células se dividem, fazem o trabalho delas e param. No câncer, esse “freio” quebra: a célula sofre uma mutação genética e simplesmente não para mais de se dividir. Com o tempo, isso pode virar um tumor e, dependendo do caso, se espalhar para outras partes do corpo — o que chamamos de metástase.
Por que isso acontece? Às vezes é um erro que rola naturalmente quando a célula se divide. Outras vezes tem a ver com exposição a coisas como radiação ou cigarro. E nem todo tumor é motivo de pânico: um tumor benigno cresce devagar e não invade nada ao redor. Já o maligno cresce rápido, pode invadir tecidos vizinhos e, em alguns casos, mandar células pra outras regiões do corpo pela corrente sanguínea ou pelos vasos linfáticos.
Alguns fatores de risco já são bem conhecidos: fumo, bebida alcoólica, uma alimentação cheia de processados e embutidos, sedentarismo, exposição solar em excesso (e não é só praia — várias profissões também expõem bastante ao sol) e histórico familiar da doença. Vale a pena levar esse histórico anotado quando for numa consulta.
E as perguntas que todo mundo faz depois do diagnóstico — é grave? vou precisar de quimioterapia? tem cura? — não têm uma resposta única. Depende do tipo de câncer, do estágio, de como o corpo responde ao tratamento. Cada caso é mesmo diferente. Muitos cânceres têm cura, principalmente quando pegos cedo, e mesmo quando a cura não é o caminho, dá pra controlar a doença e melhorar bastante a qualidade de vida. Depois do diagnóstico, toda uma equipe — não só um médico — se reúne pra montar o plano de tratamento mais adequado pra cada pessoa.
Conteúdo produzido por: Dr. Kaique Almeida — Oncologista Clínico, CRM-PB 9484, RQE 9884.