CancerTalk

Karla tem 42 anos, é enfermeira, mãe de dois filhos pequenos e há 5 meses recebeu o diagnóstico de um câncer de estômago avançado. Ela descreve o momento como um choque — pensou imediatamente nos filhos —, mas conta que não entrou em desespero: se organizou emocionalmente e decidiu viver um dia de cada vez, um lema que carrega desde então.

Foi durante um internamento que ela conheceu seu oncologista, o Dr. Kaique, e relata ter sentido segurança e humanidade logo no primeiro contato. A partir daí, precisou reorganizar a vida — se afastou do trabalho, enfrentou o cansaço da quimioterapia mesmo levando os filhos à escola — mas encontrou apoio na família, nos amigos e, especialmente, nos colegas de dança, atividade que sempre amou e que hoje a ajuda tanto emocional quanto fisicamente.

Ela fala da importância de manter pilares como a atividade física — com efeitos comprovados na reabilitação do paciente oncológico — e o cuidado espiritual, além de se permitir descansar quando o corpo pede. Uma frase resume o que ela sente: “o câncer está em mim, mas ele não tem a mim.”

Ao final, deixa um recado pra quem está recebendo um diagnóstico parecido: é preciso respirar, processar — porque não é fácil e câncer atravessa todas as esferas da vida —, mas também lembrar que existem tratamentos, medicina avançada e profissionais preparados para acompanhar cada etapa. Que a vida não para, e que cuidar de si, se acolher e seguir em frente, um dia de cada vez, é possível mesmo em meio à dificuldade.


Depoimento de: Karla, paciente em tratamento oncológico. Compartilhado com autorização para o programa Histórias Inspiradoras do CancerTalk.

Copyright © 2026 CancerTalk. Desenvolvido por CT Education Hub.