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Quando os linfonodos da axila são retirados numa cirurgia, o braço daquele lado perde parte do caminho que a linfa usa para circular. Por isso ele passa a pedir cuidados que antes não eram necessários. A Dra. Ana Thereza Uchoa explica o que muda e como se proteger.

O principal motivo de atenção é o linfedema, um inchaço que aparece quando o líquido linfático não drena como deveria. Ele pode surgir semanas, meses ou até anos depois da cirurgia, e nem todo mundo desenvolve. O risco varia com a extensão da cirurgia, com a radioterapia e com outras características de cada caso.

No dia a dia, a ideia é poupar o braço de situações que aumentam o risco de inchaço ou infecção. Isso inclui cuidar da pele (hidratar, proteger do sol, evitar cortes e queimaduras), usar luvas em tarefas domésticas e de jardinagem, e ter cuidado com esforços intensos ou repetitivos. Movimentar o braço continua importante: o acompanhamento com fisioterapia ajuda a recuperar a amplitude do movimento e orienta quais exercícios são seguros para cada fase.

Sobre pontos que geram muita dúvida, como aferir pressão, coletar sangue ou carregar peso no braço operado, a orientação deve ser combinada com a equipe de saúde, porque as recomendações dependem de cada caso.

Alguns sinais merecem avaliação rápida: inchaço novo ou que aumenta, sensação de peso ou aperto no braço, vermelhidão, calor local ou febre. Quanto antes o linfedema é identificado, mais fácil é controlar.


Conteúdo produzido por: Dra. Ana Thereza Uchoa — Mastologista.

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