A diarreia é um dos efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia, e acontece porque os medicamentos, ao atacar células que se dividem rapidamente (como as do câncer), também afetam as células que revestem o intestino — que têm alta taxa de renovação. Isso compromete a capacidade do intestino de absorver líquidos e nutrientes normalmente, resultando em fezes mais líquidas e frequentes.
A Dra. Fong Chu Ling, gastroenterologista, explica que a intensidade varia conforme o tipo de medicamento usado, a dose e a resposta individual de cada paciente — alguns protocolos têm maior tendência a causar esse efeito do que outros.
Entre os cuidados recomendados durante esse período estão: manter uma boa hidratação (repor os líquidos e eletrólitos perdidos), ajustar a alimentação temporariamente (evitando alimentos gordurosos, muito condimentados, laticínios e fibras em excesso, que podem piorar os sintomas), e dar preferência a alimentos mais leves e de fácil digestão.
É importante que o paciente comunique à equipe médica a frequência, duração e intensidade da diarreia — sinais de alerta como sangue nas fezes, febre, dor abdominal intensa ou sinais de desidratação (tontura, boca seca, urina escura) precisam de avaliação médica imediata, já que em alguns casos pode ser necessário ajustar a dose do tratamento ou usar medicação específica para controlar o sintoma.
Conteúdo produzido por: Dra. Fong Chu Ling — Gastroenterologista.