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Nessa entrevista, o Dr. Kaique conversa com Pedro Almeida, educador físico, sobre como a atividade física pode melhorar a qualidade de vida do paciente oncológico. Pedro é direto: atividade física funciona quase como uma “pílula mágica” — traz benefícios tanto na prevenção quanto durante o tratamento e no pós-tratamento, ajudando a evitar a recidiva. E a boa notícia é que não precisa ser nada complexo: qualquer movimento conta. Uma simples caminhada de 5 a 10 minutos pela manhã já ajuda a controlar o estresse e a ansiedade que costumam vir junto com o tratamento.

Um dos pontos centrais da conversa é a fadiga oncológica — diferente do cansaço comum, é algo que faz o paciente se sentir bastante incapacitado. E, por mais contraditório que pareça, a atividade física é justamente a principal intervenção não farmacológica pra combater essa fadiga. Isso acontece porque parte da fadiga vem da redução da capacidade aeróbica (a capacidade do corpo de produzir energia usando o oxigênio da respiração) — e caminhadas simples ou exercícios de força ajudam a melhorar exatamente isso.

Pedro faz um alerta importante: como praticantes de atividade física, é comum associar exercício a “ficar cansado” no final — mas esse não pode ser o critério pra dosar o exercício de um paciente oncológico. É preciso ter um olhar acolhedor, entender o momento que a pessoa está vivendo, e nunca exagerar na dose. Exagerar pode ter o efeito contrário: em vez de aproximar o paciente do movimento, afasta — e ele pode nunca mais querer tentar. O importante é o mínimo de atividade possível que já traga os benefícios, de forma sustentável.


Entrevista com: Pedro Almeida — Educador Físico. Com Dr. Kaique Almeida.

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