Cada exame conta uma parte da história do paciente. Eles servem pra confirmar o diagnóstico, entender a extensão da doença — o que o exame físico sozinho não mostra — e ajudar a escolher o melhor tratamento, sempre levando em conta também a história clínica e a capacidade da pessoa de fazer suas atividades do dia a dia.
Entre os exames de imagem mais usados na oncologia estão a tomografia (às vezes com contraste, pra enxergar melhor os órgãos), o PET-scan (que não é indicado pra todo mundo — depende muito do tipo de doença) e a ressonância, mais usada pra olhar regiões específicas com mais detalhe, como o crânio ou o abdômen. Há também os exames endoscópicos (endoscopia, colonoscopia, broncoscopia) e as cintilografias, sendo a óssea a mais conhecida, usada pra identificar sinais de doença no esqueleto.
Os exames de sangue trazem informações sobre a saúde geral — rim, fígado, anemia, defesas do corpo — e também existem os marcadores tumorais, que ajudam a acompanhar a atividade da doença em quem já tem diagnóstico de câncer. Importante: marcador tumoral não é um exame de rotina pra quem não tem diagnóstico, e não substitui exame de imagem nem biópsia — são complementares.
A biópsia é a retirada de uma pequena amostra do tecido, analisada por um patologista, que confirma se é câncer e qual o tipo. Muitas vezes esse material passa também por uma imunoistoquímica (que leva cerca de uma semana pra ficar pronta) e por testes moleculares, que analisam o DNA do tumor e podem indicar um tratamento mais personalizado — às vezes substituindo a quimioterapia por um comprimido direcionado, por exemplo. No Brasil, alguns desses testes moleculares já são oferecidos gratuitamente para certos tipos de câncer, custeados pela indústria farmacêutica.
O estadiamento é a junção de tudo isso — biópsia, exames de imagem, exames de sangue — organizado no sistema TNM: T (tamanho e localização do tumor), N (se atingiu linfonodos) e M (se há metástase). A partir desse conjunto, a doença é classificada em estágios de 1 a 4, o que direciona diretamente o tipo de tratamento — cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação deles.
Conteúdo produzido por: Dr. Kaique Almeida — Oncologista Clínico, CRM-PB 9484, RQE 9884.